Alexya, pastora trans e candidata disposta a “contradizer” em São Paulo.

São Paulo, 27 ago (EFE).- Mãe de dois filhos adotivos, transgênero e pastora de uma igreja protestante, Alexya Salvador considera que sua vida em si é um “ato político” e agora está disposta a conseguir uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo para “contradizer” a política dos poderosos no Brasil.

Há dois anos Alexya é pastora em São Paulo da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), que se autodefine como uma congregação de direitos humanos com uma mensagem positiva e inclusiva para a comunidade LGBTI.

Fundada em 1968 nos Estados Unidos, a igreja tem mais de 400 comunidades ao redor do mundo, incluindo Cuba, onde a pastora brasileira, de 37 anos, realizou no ano passado a primeira missa de transexuais na ilha.

“A igreja foi um canal de liberdade para mim. Antes queria morrer, tentei me suicidar três vezes, agora quero viver”, contou Alexya, candidata a deputada estadual pelo PSOL nas eleições de outubro.

Na sua igreja, “radicalmente protestante” e decorada com bandeiras do arco-íris, luta pelas “causas sociais, pelo verdadeiro desejo de Jesus Cristo”, e quer levar essa batalha até1 o Legislativo da capital paulista para conter o “retrocesso dos direitos das minorias”.