‘Professora, você é homem?’ A vida de uma mulher trans na sala de aula

A turma se cala quando Alexya entra. “Vamos fazendo o roteiro da aula”, diz. Só se escuta o barulho de seus saltos no piso de madeira. Ela ajeita o avental bordado e olha séria para o sétimo ano. Apesar da fama de brava, é a preferida de vários alunos. Tem algo de diferente na forma como brinca, conversa, “passa bem o conteúdo”, dizem. Tem algo diferente nela mesma: é a única professora transexual que a maioria dos adolescentes já teve.

“Para além de Português, Inglês e como redigir muito bem, estou ensinando o que é diversidade”, afirma Alexya Salvador, de 36 anos, que trabalha em um colégio estadual em Mairiporã, na Grande São Paulo.

A transição de Alexander para Alexya aconteceu em 2012, enquanto ela lecionava em outra instituição do Estado. Na época, tirou uma licença de 15 dias para assumir completamente a identidade feminina. Ao voltar, se reapresentou aos estudantes.

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