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“Deus também é uma mulher que só consegue amar”, diz a reverenda Alexya

“Quando terminou a sessão de fotos para esta matéria, pairava sobre toda a equipe uma sensação de paz. O incenso aceso num canto do estúdio espalhava um aroma tranquilizante. Era como se Alexya Salvador, 39 anos, tivesse inspirado uma espiritualidade coletiva…”

“Alexya é da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), ministério internacional de comunidades cristãs protestantes, que acolhe especialmente fiéis LGBT+, seus familiares e simpatizantes. O primeiro culto aconteceu em 1968, quando Troy Perry, o fundador americano, recebeu 12 pessoas na sala de sua casa, na Califórnia. O público era só de homossexuais. Hoje o ministério possui mais de 200 templos ao redor do mundo, sendo 160 filiados, 45 emergentes (entre eles o de Alexya) e sete sem espaço físico, os chamados Oásis.”

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Um olhar mais aprofundado sobre a saúde das pessoas trans

Como a marginalidade aprofunda as dificuldades em lidar com o próprio corpo, gênero, sexualidade e a convivência ameaçadora com a transfobia


Como a marginalidade aprofunda as dificuldades em lidar com o próprio corpo, gênero, sexualidade e a convivência ameaçadora com a transfobia

“A marginalidade é mais acolhedora para os corpos trans”, disse-me uma paciente trans durante uma consulta um tempo atrás. Pontuava o quanto era difícil para ela conviver em lugares considerados habituais pelas pessoas cis, como o metrô, o supermercado ou o Correio, por sentir sempre que recebia olhares desrespeitosos, ora de assédio, ora de julgamento, nunca de pertencimento. E que, por outro lado, nas ruas, apesar de não gostar de se prostituir e de querer um emprego formal, ela não se sentia tão julgada. Se sentia mais acolhida e pertencente por estar entre outras pessoas trans.

Essa frase mexeu comigo durante semanas. Como psiquiatra e psicanalista, por vezes há a tendência de se focar na realidade interna do paciente, no seu mundo psíquico e sua singularidade, em detrimento da realidade externa. E isso de forma alguma é um erro ou uma má prática, inclusive talvez seja a coisa mais incrível e bonita da minha profissão. Mas essa paciente me pôs a pensar o quanto, especialmente nessa população específica, fica difícil falar em saúde, física e mental, sem considerar a realidade externa difícil e torturante vivida pelas pessoas trans no dia-a-dia.

Os dados mais recentes são assustadores e escancaram o cenário preocupante dessa população no País. O Brasil lidera o ranking de países onde mais se mata pessoas trans no mundo: a cada 48h, uma pessoa trans é morta. A expectativa de vida dentro dessa comunidade é de 35 anos (menos da metade do restante da população brasileira). Entre as mulheres trans e as travestis, 90% se encontram na prostituição. Ou seja, para os corpos trans, o trabalho informal e a violência são regras, não exceção.

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R13

Ed René e Alexya, pastora transexual, discutem comportamento sexual e transgeneralidade à luz da Bíblia

Em uma matéria do portal G1, sobre as dificuldades enfrentadas por cristãos transgêneros nas igrejas, o pastor da Igreja Batista da Água Branca (SP), Ed René Kivitz, e a pastora transexual da Igreja Comunidade Metropolitana de São Paulo, Alexya Salvador, discutiram questões relacionadas a comportamento sexual e transgeneralidade.

Segundo Ed René, a Bíblia trata de comportamento sexual, não de transgeneralidade, e o assunto ainda precisa ser aprofundado:

“Vamos para o Novo Testamento. Há dois textos que são fundamentais: Em Romanos 1:27,  há uma pressuposição de que o uso natural do sexo é a relação heterossexual, e que o apóstolo Paulo estaria condenando o uso homossexual do sexo. Ali está falando de comportamento, não de identidade. Ele não está falando de transgeneralidade”. Em I Corintios 6:9, eu não sei se aquilo que Paulo está condenando lá é a mesma coisa que acontece aqui. O que é prática sexual de um senhor de escravo, que usa seu escravo como propriedade particular, inclusive para satisfação de sua dimensão de sexualidade, é a mesma coisa de uma relação sexual homossexual entre duas pessoas adultas, no século XXI, na cidade de São Paulo. A gente está discutindo isso.”

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R12

Cristãos transgêneros lutam para conciliar fé e mudança de gênero no ‘evangelho inclusivo’

G1 conta a história de três pessoas que cresceram na igreja, mudaram de sexo e encontraram em novas igrejas a resposta para desfazer o que por muito tempo foi um insuportável conflito interno – e externo.

Associar universo trans e Cristianismo é a receita de uma bomba prestes a detonar. Basta lembrar da repercussão causada pela imagem da trans Viviany Beleboni como Jesus na cruz durante a Parada Gay de 2015, ou da peça de teatro que retrata Jesus voltando à Terra como uma travesti, que gerou protestos por onde passou em 2017.

Mas há um grupo de pessoas que vive essas duas ideias diariamente e em harmonia. O G1 conheceu a história de três pessoas que cresceram na igreja, fizeram a transição de gênero e encontraram novas igrejas onde afirmam que se sentem aceitas. Isso tudo depois de passar boa parte da vida acreditando que havia algo errado com elas.

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R11

Conheça Alexya Salvador, mulher trans de 36 anos e pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM)

Uma  pastora Alexya Salvador, 36 anos, tem chamado a atenção,  ela está levando a igreja evangélica minas, manos e monas, e provou isso na concentrados realizada em São Paulo,  todos estavam envolvidos com as causas LGBT numa feira que aconteceu antes da  Parada Gay deste ano.  Tudo para ver e ouvir as palavras de uma pastora e mulher trans de e pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM).

Além de pastora, ela tomou mais uma atitude bonita e audaciosa, pois adotou uma menina também transgênera de 10 anos, chamada Ana Maria. A igreja que pertence é a  ICM, também conhecida com a igreja dos direitos humanos,   foi criada em 1968 no Rio de Janeiro, hoje tem uma sede em São Paulo,  no bairro Santa Cecília. Essa igreja conquistou o público LGBTQ, e se destaca por fazer casamentos homoafetivos, pois não tinham nenhum apoio de outras igrejas cristãs.Alexya , hoje tem dois filhos Gabriel e Ana Maria.  E sua rotina diária vai  de  dar aulas de português e inglês em duas escolas,  faz trabalhos de costura, cuida dos filhos,  da casa e do marido Roberto Salvador,   e ainda cuida dos afazeres da igreja.

Foi criada em Mairiporã, São Paulo, sua família era  unida, conservadora e católica.  Alexya desde a infância se sentia diferente, mas segui no gênero masculino por  metade de sua vida, quando se formou no colegial, resolveu fazer o seminário, por 4 anos, pois desejava ser padre. Também estudou Filosofia na PUC-Campinas. Ela disse, “Quando terminei o curso de Filosofia saí do seminário, entendi lá não era o lugar para mim. Eu tinha dentro de mim esse peso de Deus me condenar. Não queria ser um padre e causar mais um escândalo para a igreja”.

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R10

‘Uma igreja que exclui não aprendeu com Jesus’, diz pastora trans

“O que era sonho, agora é realidade.” É assim que a pastora Alexya Salvador resume a sua trajetória de vida até agora. Um sonho que enfrentou provações que ainda são grandes obstáculos para a sociedade brasileira, como a transfobia e o preconceito, mas que finalmente se realizou para a professora e costureira de 36 anos.

Em um sistema heteronormativo como o nosso, como ser uma mulher transgênera, com um relacionamento afetivo, dois filhos, e conciliar tudo com a sua fé religiosa? A experiência e as ideias da pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana mostram algumas possibilidades para lidar com tudo isso e muito mais.

Como por exemplo com a maternidade: ela adotou um menino cisgênero e uma menina trans – a segunda criança transgênera no país a conseguir na justiça a mudança de nome e identidade de gênero, conta a mãe.

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R9

Mulheres trans e travesti que pleiteiam cargos de deputada estadual, federal e senadora nas eleições de 2018.

O país que já elegeu uma mulher como presidente atualmente conta com 54 mulheres como deputadas federais e 12 senadoras no Congresso Nacional. Já os parlamentares homens são 459 deputados e 69 senadores presentes.

Por conta dessa brusca diferença, o poder Legislativo e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promovem ações para aumentar a presença da mulher na política, que representa 52% do eleitorado nacional. A assim chamada cota de gênero obriga os partidos e coligações a terem no mínimo 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Também são regras do TSE a distribuição de 30% da grana dos partidos às campanhas das candidatas e mais tempo delas na propaganda eleitoral na TV e no rádio.

Entre elas, estão as mulheres trans e travesti, que também buscam por mais representatividade na política. Falamos com cinco candidatas que concorrem aos cargos de deputada estadual, federal e senadora, que contam um pouco de suas histórias, propostas e quem irão representar na Assembleia Legislativa ou no Senado, caso eleitas.

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R8

“Sou a contradição da bancada evangélica”, diz pastora transgênero candidata a deputada

SÃO PAULO, 26 Set (Reuters) – Pastora evangélica e candidata a deputada estadual, Alexya poderia muito bem sentar-se junto à ala mais conservadora da Assembleia Legislativa de São Paulo se conquistar uma cadeira nas eleições de outubro, não fosse o fato de levantar bandeiras que jamais serão empunhadas pelos membros da bancada mais conservadora e religiosa da Casa.

Mulher transgênero e negra, Alexya Salvador é pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), uma igreja “verdadeiramente inclusiva”, segundo ela. Ligada à religião desde criança, Alexya tentará agora se eleger deputada estadual pelo PSOL, partido que apresentou o nome de Guilherme Boulos para concorrer ao Palácio do Planalto.

“Uma coisa é certa: eu sou a contradição da bancada evangélica, tanto na Alesp quanto em Brasília. Eu sou a oposição”, afirma a pastora.

A candidatura não é exatamente a estreia dela na vida política, explica. “Eu dizia que nunca ia me envolver com política, não dessa forma. Hoje eu entendo que, sendo ou não candidata, já sou uma mulher política, a minha vida é um ato político”, diz Alexya, referindo-se à sua militância como LGBT e negra.

A pastora, que também é professora da rede municipal, diz sofrer preconceito dentro e fora da religião. Dentro, a discriminação vem inclusive de outras igrejas que se denominam “inclusivas”, afirma. “Me dói dizer isso, mas é verdade.”

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R7

A vida de Alexya Salvador é um acto político

Alexya Salvador cresceu na região metropolitana de São Paulo, no seio da Igreja Católica. “Era o único lugar onde não apanhava”, conta. Na escola era discriminada e vítima de violência física por ser diferente. Naquela altura, Alexya era ainda Alexander e tentou contrariar essa diferença. Aos 19 anos ingressou no seminário com o objectivo de se tornar padre. Quatro anos depois, desistiu. Também dentro da igreja começou a ser vítima de violência psicológica e “espiritual”. Uma noite, já estudante de Filosofia em Campinas, no estado de São Paulo, cruzou-se pela primeira vez com um grupo de de travestis e pensou: “Eu sou isso.”

A transição só chegaria aos 28 anos. Pela mesma altura, Alexya e o marido, Roberto, decidiram casar e procurar uma igreja que consentisse o casamento entre uma mulher transgénero e um homem.  Foi assim que encontrou a Igreja da Comunidade Metropolitana, em São Paulo, onde foi ordenada pastora há sete anos. “Nós não somos uma igreja exclusivamente para a população LGBT, somos a igreja de todos os excluídos”, explicou à Revista brasileira Fórum. Alexya encontrou um lugar onde pertencia.

Agora, quer levar a batalha da integração a outro patamar, já nas próximas eleições presidenciais, legislativas e regionais de 7 de Outubro no Brasil. Ela é candidata a deputada estadual em São Paulo, pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). “Só o facto de eu ser uma pessoa transexual no país que mais mata travestis e transexuais no Mundo é o maior acto político que eu podia exercer”. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais brasileira (Antra), em 2017 foram assassinados 179 transexuais, o valor mais alto da última década. A expectativa de vida de um transexual no Brasil é de 35 anos, menos da metade da média nacional, 75.

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