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Evangélicos críticos de Bolsonaro criam bancada alternativa por candidaturas progressistas

Iniciativa de grupos de esquerda lança nomes para as eleições que se contrapõem à frente evangélica do Congresso

Veja a matéria completa em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/criticos-de-bolsonaro-evangelicos-criam-bancada-alternativa-por-candidaturas-progressistas.shtml?fbclid=IwAR1nb0-L5pd71neotmAWa_zPZvRXEBOW2mIQi3vbhABF8RGYbSqlSghWHqs

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Reverenda trans Alexya Salvador aciona criminalmente Malafaia por ataques transfóbicos

O pastor-empresário Silas Malafaia incitou seus seguidores nas redes sociais ao boicote à empresa Natura de cosméticos, após a empresa lançar campanha com o ator Tammy, homem transexual

Leia a matéria completa em: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/reverenda-trans-alexya-salvador-aciona-criminalmente-malafaia-por-ataques-transfobicos

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Pastora trans será vice de Sâmia em pré-candidatura à prefeitura de SP

“Sempre é assim. Até quando eu já era vereadora e me candidatei a deputada, muitos seguiam me tratando como ‘menina'”, lembrou. “Acabei tendo a maior votação da história do PSOL no estado e tenho plena consciência: o mérito não foi individual. Sou apenas umas das representações de um movimento coletivo e do ascenso da luta das mulheres”… – Veja mais

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“O presidente da República afronta sistematicamente a Constituição e a democracia. Atua para desestabilizar as instituições, ao apoiar manifestações contra o Congresso e o STF e ao incitar ações políticas e ilegais nas polícias militares”, diz o texto, referindo-se ao protesto marcado para o dia 15 de março por grupos pró-Bolsonaro e ao motim dos policiais militares no Ceará, que foi encerrada no último domingo.

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“Deus também é uma mulher que só consegue amar”, diz a reverenda Alexya

“Quando terminou a sessão de fotos para esta matéria, pairava sobre toda a equipe uma sensação de paz. O incenso aceso num canto do estúdio espalhava um aroma tranquilizante. Era como se Alexya Salvador, 39 anos, tivesse inspirado uma espiritualidade coletiva…”

“Alexya é da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), ministério internacional de comunidades cristãs protestantes, que acolhe especialmente fiéis LGBT+, seus familiares e simpatizantes. O primeiro culto aconteceu em 1968, quando Troy Perry, o fundador americano, recebeu 12 pessoas na sala de sua casa, na Califórnia. O público era só de homossexuais. Hoje o ministério possui mais de 200 templos ao redor do mundo, sendo 160 filiados, 45 emergentes (entre eles o de Alexya) e sete sem espaço físico, os chamados Oásis.”

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Um olhar mais aprofundado sobre a saúde das pessoas trans

Como a marginalidade aprofunda as dificuldades em lidar com o próprio corpo, gênero, sexualidade e a convivência ameaçadora com a transfobia


Como a marginalidade aprofunda as dificuldades em lidar com o próprio corpo, gênero, sexualidade e a convivência ameaçadora com a transfobia

“A marginalidade é mais acolhedora para os corpos trans”, disse-me uma paciente trans durante uma consulta um tempo atrás. Pontuava o quanto era difícil para ela conviver em lugares considerados habituais pelas pessoas cis, como o metrô, o supermercado ou o Correio, por sentir sempre que recebia olhares desrespeitosos, ora de assédio, ora de julgamento, nunca de pertencimento. E que, por outro lado, nas ruas, apesar de não gostar de se prostituir e de querer um emprego formal, ela não se sentia tão julgada. Se sentia mais acolhida e pertencente por estar entre outras pessoas trans.

Essa frase mexeu comigo durante semanas. Como psiquiatra e psicanalista, por vezes há a tendência de se focar na realidade interna do paciente, no seu mundo psíquico e sua singularidade, em detrimento da realidade externa. E isso de forma alguma é um erro ou uma má prática, inclusive talvez seja a coisa mais incrível e bonita da minha profissão. Mas essa paciente me pôs a pensar o quanto, especialmente nessa população específica, fica difícil falar em saúde, física e mental, sem considerar a realidade externa difícil e torturante vivida pelas pessoas trans no dia-a-dia.

Os dados mais recentes são assustadores e escancaram o cenário preocupante dessa população no País. O Brasil lidera o ranking de países onde mais se mata pessoas trans no mundo: a cada 48h, uma pessoa trans é morta. A expectativa de vida dentro dessa comunidade é de 35 anos (menos da metade do restante da população brasileira). Entre as mulheres trans e as travestis, 90% se encontram na prostituição. Ou seja, para os corpos trans, o trabalho informal e a violência são regras, não exceção.

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Mulheres trans e travesti que pleiteiam cargos de deputada estadual, federal e senadora nas eleições de 2018.

O país que já elegeu uma mulher como presidente atualmente conta com 54 mulheres como deputadas federais e 12 senadoras no Congresso Nacional. Já os parlamentares homens são 459 deputados e 69 senadores presentes.

Por conta dessa brusca diferença, o poder Legislativo e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promovem ações para aumentar a presença da mulher na política, que representa 52% do eleitorado nacional. A assim chamada cota de gênero obriga os partidos e coligações a terem no mínimo 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Também são regras do TSE a distribuição de 30% da grana dos partidos às campanhas das candidatas e mais tempo delas na propaganda eleitoral na TV e no rádio.

Entre elas, estão as mulheres trans e travesti, que também buscam por mais representatividade na política. Falamos com cinco candidatas que concorrem aos cargos de deputada estadual, federal e senadora, que contam um pouco de suas histórias, propostas e quem irão representar na Assembleia Legislativa ou no Senado, caso eleitas.

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R8

“Sou a contradição da bancada evangélica”, diz pastora transgênero candidata a deputada

SÃO PAULO, 26 Set (Reuters) – Pastora evangélica e candidata a deputada estadual, Alexya poderia muito bem sentar-se junto à ala mais conservadora da Assembleia Legislativa de São Paulo se conquistar uma cadeira nas eleições de outubro, não fosse o fato de levantar bandeiras que jamais serão empunhadas pelos membros da bancada mais conservadora e religiosa da Casa.

Mulher transgênero e negra, Alexya Salvador é pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), uma igreja “verdadeiramente inclusiva”, segundo ela. Ligada à religião desde criança, Alexya tentará agora se eleger deputada estadual pelo PSOL, partido que apresentou o nome de Guilherme Boulos para concorrer ao Palácio do Planalto.

“Uma coisa é certa: eu sou a contradição da bancada evangélica, tanto na Alesp quanto em Brasília. Eu sou a oposição”, afirma a pastora.

A candidatura não é exatamente a estreia dela na vida política, explica. “Eu dizia que nunca ia me envolver com política, não dessa forma. Hoje eu entendo que, sendo ou não candidata, já sou uma mulher política, a minha vida é um ato político”, diz Alexya, referindo-se à sua militância como LGBT e negra.

A pastora, que também é professora da rede municipal, diz sofrer preconceito dentro e fora da religião. Dentro, a discriminação vem inclusive de outras igrejas que se denominam “inclusivas”, afirma. “Me dói dizer isso, mas é verdade.”

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