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“Deus também é uma mulher que só consegue amar”, diz a reverenda Alexya

“Quando terminou a sessão de fotos para esta matéria, pairava sobre toda a equipe uma sensação de paz. O incenso aceso num canto do estúdio espalhava um aroma tranquilizante. Era como se Alexya Salvador, 39 anos, tivesse inspirado uma espiritualidade coletiva…”

“Alexya é da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), ministério internacional de comunidades cristãs protestantes, que acolhe especialmente fiéis LGBT+, seus familiares e simpatizantes. O primeiro culto aconteceu em 1968, quando Troy Perry, o fundador americano, recebeu 12 pessoas na sala de sua casa, na Califórnia. O público era só de homossexuais. Hoje o ministério possui mais de 200 templos ao redor do mundo, sendo 160 filiados, 45 emergentes (entre eles o de Alexya) e sete sem espaço físico, os chamados Oásis.”

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Primeira Reverenda Trans da America Latina

“Há quem faça o sinal da cruz quando Alexya Salvador, 39, revela que é cristã, pastora e mulher trans. ‘Eles entendem que eu sou a personificação do mal. Eu sou uma herege, uma blasfemadora dos assuntos de Deus’, conta.”

“Jesus pregou acolhimento e preservação da dignidade humana. Mas Jesus pode bater, gritar, fazer ‘arminha’, ser macho, ser autoritário. Só não pode ser trans.”

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R13

Ed René e Alexya, pastora transexual, discutem comportamento sexual e transgeneralidade à luz da Bíblia

Em uma matéria do portal G1, sobre as dificuldades enfrentadas por cristãos transgêneros nas igrejas, o pastor da Igreja Batista da Água Branca (SP), Ed René Kivitz, e a pastora transexual da Igreja Comunidade Metropolitana de São Paulo, Alexya Salvador, discutiram questões relacionadas a comportamento sexual e transgeneralidade.

Segundo Ed René, a Bíblia trata de comportamento sexual, não de transgeneralidade, e o assunto ainda precisa ser aprofundado:

“Vamos para o Novo Testamento. Há dois textos que são fundamentais: Em Romanos 1:27,  há uma pressuposição de que o uso natural do sexo é a relação heterossexual, e que o apóstolo Paulo estaria condenando o uso homossexual do sexo. Ali está falando de comportamento, não de identidade. Ele não está falando de transgeneralidade”. Em I Corintios 6:9, eu não sei se aquilo que Paulo está condenando lá é a mesma coisa que acontece aqui. O que é prática sexual de um senhor de escravo, que usa seu escravo como propriedade particular, inclusive para satisfação de sua dimensão de sexualidade, é a mesma coisa de uma relação sexual homossexual entre duas pessoas adultas, no século XXI, na cidade de São Paulo. A gente está discutindo isso.”

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R12

Cristãos transgêneros lutam para conciliar fé e mudança de gênero no ‘evangelho inclusivo’

G1 conta a história de três pessoas que cresceram na igreja, mudaram de sexo e encontraram em novas igrejas a resposta para desfazer o que por muito tempo foi um insuportável conflito interno – e externo.

Associar universo trans e Cristianismo é a receita de uma bomba prestes a detonar. Basta lembrar da repercussão causada pela imagem da trans Viviany Beleboni como Jesus na cruz durante a Parada Gay de 2015, ou da peça de teatro que retrata Jesus voltando à Terra como uma travesti, que gerou protestos por onde passou em 2017.

Mas há um grupo de pessoas que vive essas duas ideias diariamente e em harmonia. O G1 conheceu a história de três pessoas que cresceram na igreja, fizeram a transição de gênero e encontraram novas igrejas onde afirmam que se sentem aceitas. Isso tudo depois de passar boa parte da vida acreditando que havia algo errado com elas.

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R11

Conheça Alexya Salvador, mulher trans de 36 anos e pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM)

Uma  pastora Alexya Salvador, 36 anos, tem chamado a atenção,  ela está levando a igreja evangélica minas, manos e monas, e provou isso na concentrados realizada em São Paulo,  todos estavam envolvidos com as causas LGBT numa feira que aconteceu antes da  Parada Gay deste ano.  Tudo para ver e ouvir as palavras de uma pastora e mulher trans de e pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM).

Além de pastora, ela tomou mais uma atitude bonita e audaciosa, pois adotou uma menina também transgênera de 10 anos, chamada Ana Maria. A igreja que pertence é a  ICM, também conhecida com a igreja dos direitos humanos,   foi criada em 1968 no Rio de Janeiro, hoje tem uma sede em São Paulo,  no bairro Santa Cecília. Essa igreja conquistou o público LGBTQ, e se destaca por fazer casamentos homoafetivos, pois não tinham nenhum apoio de outras igrejas cristãs.Alexya , hoje tem dois filhos Gabriel e Ana Maria.  E sua rotina diária vai  de  dar aulas de português e inglês em duas escolas,  faz trabalhos de costura, cuida dos filhos,  da casa e do marido Roberto Salvador,   e ainda cuida dos afazeres da igreja.

Foi criada em Mairiporã, São Paulo, sua família era  unida, conservadora e católica.  Alexya desde a infância se sentia diferente, mas segui no gênero masculino por  metade de sua vida, quando se formou no colegial, resolveu fazer o seminário, por 4 anos, pois desejava ser padre. Também estudou Filosofia na PUC-Campinas. Ela disse, “Quando terminei o curso de Filosofia saí do seminário, entendi lá não era o lugar para mim. Eu tinha dentro de mim esse peso de Deus me condenar. Não queria ser um padre e causar mais um escândalo para a igreja”.

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R10

‘Uma igreja que exclui não aprendeu com Jesus’, diz pastora trans

“O que era sonho, agora é realidade.” É assim que a pastora Alexya Salvador resume a sua trajetória de vida até agora. Um sonho que enfrentou provações que ainda são grandes obstáculos para a sociedade brasileira, como a transfobia e o preconceito, mas que finalmente se realizou para a professora e costureira de 36 anos.

Em um sistema heteronormativo como o nosso, como ser uma mulher transgênera, com um relacionamento afetivo, dois filhos, e conciliar tudo com a sua fé religiosa? A experiência e as ideias da pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana mostram algumas possibilidades para lidar com tudo isso e muito mais.

Como por exemplo com a maternidade: ela adotou um menino cisgênero e uma menina trans – a segunda criança transgênera no país a conseguir na justiça a mudança de nome e identidade de gênero, conta a mãe.

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R8

“Sou a contradição da bancada evangélica”, diz pastora transgênero candidata a deputada

SÃO PAULO, 26 Set (Reuters) – Pastora evangélica e candidata a deputada estadual, Alexya poderia muito bem sentar-se junto à ala mais conservadora da Assembleia Legislativa de São Paulo se conquistar uma cadeira nas eleições de outubro, não fosse o fato de levantar bandeiras que jamais serão empunhadas pelos membros da bancada mais conservadora e religiosa da Casa.

Mulher transgênero e negra, Alexya Salvador é pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), uma igreja “verdadeiramente inclusiva”, segundo ela. Ligada à religião desde criança, Alexya tentará agora se eleger deputada estadual pelo PSOL, partido que apresentou o nome de Guilherme Boulos para concorrer ao Palácio do Planalto.

“Uma coisa é certa: eu sou a contradição da bancada evangélica, tanto na Alesp quanto em Brasília. Eu sou a oposição”, afirma a pastora.

A candidatura não é exatamente a estreia dela na vida política, explica. “Eu dizia que nunca ia me envolver com política, não dessa forma. Hoje eu entendo que, sendo ou não candidata, já sou uma mulher política, a minha vida é um ato político”, diz Alexya, referindo-se à sua militância como LGBT e negra.

A pastora, que também é professora da rede municipal, diz sofrer preconceito dentro e fora da religião. Dentro, a discriminação vem inclusive de outras igrejas que se denominam “inclusivas”, afirma. “Me dói dizer isso, mas é verdade.”

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R5

Igreja em São Paulo acolhe LGBTs e questiona contradições da bancada fundamentalista

Um arco-íris de fé na tempestade da política

As Igrejas da Comunidade Metropolitanas (ICM) foram fundadas no ano de 1968 em Los Angeles pelo Reverendo Bispo Troy Perry, após ter sido expulso do Midwest Bible College por ser homossexual.

No Brasil a primeira sede do movimento foi fundado no Rio de Janeiro, em 1994. Sua inauguração contou com a presença do reverendo americano. A igreja de vertente protestante tem como pilares de sua criação a defesa dos direitos humanos e o progressismo radical. Hoje, são 52 igrejas no mundo sendo 14 no Brasil. Na contramão das igrejas cristãs tradicionais, tem por princípios acolher minorias e lutam pelos seus direitos civis.

Debaixo de um tempo frio, seco e cinza do bairro de Santa Cecília, uma pequena porta emana um arco-íris. É quinta-feira. De um lado temos um banco privado cheio de grades e ferros, do outro o morador de rua Fábio, que, sentado com sua mochila, nos disse “Sei muito bem quem são eles, tem até homem de salto, mas respeito todos, eles me dão comida e me ajudam”.

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R1

“Jesus Cristo foi o primeiro trans”, diz a 1ª pastora transgênera da América Latina

Milhares de pessoas se aglomeraram no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no último dia 15 de junho, para aproveitar o feriado de Corpus Christi e inaugurar o fim de semana prolongado que a data prometia. Minas, manos e monas concentrados no coração da cidade estavam envoltos em bandeiras do arco-íris na Feira LGBT que antecipou a Parada deste ano. Famílias também tinham lugar na festa com crianças a tiracolo para encontrar amigos e dançar até o anoitecer. Foi nessa confusão organizada que me encontrei com Alexya Salvador, mulher trans de 36 anos e pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), que me aguardava para uma entrevista sobre sua trajetória e a recente adoção de Ana Maria, uma menina transgênera de 10 anos de idade.

Conhecida como a “Igreja dos Direitos Humanos”, a ICM foi criada em 1968 nos Estados Unidos e em 2003 chegou no estado do Rio de Janeiro para alguns anos depois se instalar em um espaço modesto no bairro da Santa Cecília, na capital paulista mais estruturada. O objetivo da igreja é abraçar a população LGBTQ, que não costuma ter espaço no cristianismo tradicional. A ICM aceita casamentos homoafetivos, conta com drag queens em seus eventos e, entre seus pregadores, está Alexya, a primeira pastora transgênera da América Latina.

Alta e de cabelos lisos até o ombro, a líder religiosa me aguardava na barraca da ICM ao lado de Gabriel e Ana Maria, seus dois filhos. O clima era de festa. Um DJ na barraca vizinha tocava animadamente um setlist de músicas pop e Alexya fazia o possível para olhar os filhos e conseguir atender todo mundo que aparecia para tirar fotos e paparicar a pastora.

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